Presidente do BC destaca a importância das reservas

Jornal do Brasil

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu segunda-feira a importância dos países manterem reservas para momentos de crise. Para ele, a sugestão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de criar linhas de crédito para socorrer as economias em dificuldades pode ser um instrumento a mais em situações adversas.

A reserva como autosseguro dá maior possibilidade de decisão e julgamento do que as reservas compartilhadas disse, durante evento em São Paulo.

Meirelles citou a questão do autosseguro como um complemento da política de metas de inflação e câmbio flutuante, dois dos principais pilares da política econômica do país. O presidente do BC destacou que os sistemas mostraram-se muito adequados para a economia nacional. O regime de metas de inflação foi implementado em 1999 pelo então presidente do BC, Armínio Fraga, após a implosão do regime de câmbio semifixo defendido por seu antecessor, Gustavo Franco.

Nas discussões sobre a pior crise financeira em décadas envolvendo os países do G-20 e o FMI, alguns economistas levantaram a possibilidade de um sistema de empréstimos globais de modo a evitar a acumulação mais forte de reservas, como a feita por países emergentes recentemente.

Contudo, Meirelles ressaltou que os países que tiveram os melhores resultados foram aqueles que tinham reservas , ao comentar o desempenho do Brasil na crise do crédito.

O presidente do BC acrescentou que um bom nível de reservas internacionais serviu de colchão para atenuar, no Brasil, a falta de liquidez no mercado mundial após a bolha estourada em setembro do ano passado.

Ele informou que, do total do estoque de reservas emprestado ao mercado (US$ 24,5 bilhões), só faltam retornar cerca de US$ 2 bilhões. No início da crise, as reservas somavam US$ 205 bilhões, alcançando, no início de novembro, US$ 235,8 bilhões. O Brasil sai da crise com crescimento do emprego, da renda e do crédito.

Com agências