Gestão da água necessitará de medidas radicais até 2030

SÃO PAULO, 23 de novembro de 2009 - Nos próximos 20 anos serão necessárias medidas radicais para melhorar a gestão da água no mundo e enfrentar a explosão da demanda, destaca um relatório publicado nesta segunda-feira pelo Banco Mundial e várias empresas.

Os autores do estudo, especialistas em água, meio ambiente e agricultura, consideram que até 2030 a demanda mundial de água passará dos atuais 4.500 km3 a 6.900 km3, "com uma situação de crescimento econômico médio, supondo que não haja qualquer avanço de eficiência".

"Um terço da população mundial, concentrada nos países em desenvolvimento, viverá em bacias onde o déficit passará a 50%", segundo os especialistas.

Uma parte desta demanda será coberta com "melhorias tradicionais na produtividade da água e com um aumento da oferta" com a exploração de novos recursos, mas isto ficará longe de ser o suficiente.

"A brecha entre a oferta e a demanda será coberta, mas a questão é saber como. Será que o setor da água chegará a uma solução eficiente e que seja viável do ponto de vista do meio ambiente e da economia? Existem todas as razões para se acreditar que não", destaca o relatório.

Os especialistas propõem soluções que se concentrem no aumento da eficiência da gestão da água e, em consequência, de um menor consumo na agricultura (que responde por 70% da água utilizada no mundo), nas redes de distribuição urbanas e na indústria.

O relatório é assinado pelo "Grupo de Recursos Hidráulicos 2030", que reúne a Sociedade Financeira Internacional, filial do Banco Mundial, e sete empresas multinacionais: Barilla (massas), Coca-Cola, Nestlé, SABMiller (cerveja), New Holland (máquinas agrícola), Norma Chartered (banco) e Syngenta (agroquímicos).

(Redação com agências internacionais - Agência IN)