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Brasil pode se tornar a 5º economia mundial entre 2014/24

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SÃO PAULO, 13 de novembro de 2009 - "O Brasil decola", afirma a capa da revista britânica The Economist, para a qual o País deve se tornar até 2024 uma das cinco maiores economias do mundo, que também destaca os perigos no caminho do sucesso do País.

Em relatório especial dedicado à potência emergente, a Economist ressalta que "a China talvez esteja liderando a saída da economia mundial da recessão, mas o Brasil está em bom momento", recordando que a economia do País, pouco afetada pela recessão, deve voltar a crescer a partir do próximo ano ao ritmo de 5%.

Com estas perspectivas, o Brasil deve se tornar entre 2014 e 2024 a quinta economia mundial, superando França e Grã-Bretanha. Em 2003, quando o banco de negócios Goldman Sachs incluiu o Brasil, ao lado de Rússia, Índia e China, no grupo das economias que dominariam o mundo, criando o termo BRIC, "foram feitos muitos comentários mordazes sobre o "B", recorda.

Hoje, no entanto, o Brasil leva vantagem em alguns aspectos sobre os outros BRIC, porque é um país democrático, sem grupos insurgentes ou vizinhos hostis e exporta uma grande variedade de produtos, além de respeitar os crescentes investidores estrangeiros, elogia a revista.

Ao lado de todas as virtudes, a Economist também aponta os problemas do país, como o rápido aumento dos gastos públicos, "muito dinheiro público vai para coisas equivocadas" afirma a matéria, destacando a falta de infraestruturas no País, evidenciada pelo recente blecaute, e a criminalidade.

Outras ameaças para o crescimento podem ser a valorização do real em relação ao dólar, que deve continuar, e as "arcaicas" leis trabalhistas do país, que a revista considera "obstáculos" aos negócios. "Mas talvez o maior perigo que o Brasil enfrenta é o do orgulho excessivo".

"Lula tem razão em dizer que seu país merece respeito, como também ele merece os elogios que são feitos", destaca a revista, antes de completar que no entanto o governante tem sido um "presidente com sorte", porque se beneficiou de uma conjuntura favorável.

"Manter os resultados do Brasil em um mundo que sofre um momento mais duro significa que o sucessor de Lula terá que abordar alguns problemas que têm sido ignorados", afirma o relatório da Economist, para a qual, no entanto, "o rumo do país parece estar traçado".

(Redação com agências internacionais - Agência IN)