Fluxo prevalece sob payroll e dólar cai

SÃO PAULO, 6 de novembro de 2009 - Em movimento pontual, o câmbio doméstico chegou a inverter tendência e subir, respondendo ao relatório sobre o mercado de trabalho norte-americano. Porém, prevalece sobre os negócios o fluxo positivo e os sólidos fundamentos da economia local. Com isso, a moeda norte-americana recua 0,29% no fim da manhã, vendida a R$ 1,717.

O payroll chegou a espalhar pessimismo mundo afora, ao mostrar taxa de desemprego nos Estados Unidos na casa dos dois dígitos. No entanto, a pressão cedeu espaço à volatilidade.

Em outubro, a economia norte-americana cortou 190 mil postos de trabalho, refletindo a situação do setor de bens de produção (-129 mil) e de construção civil (-62 mil). A taxa de desocupação, por sua vez, avançou para 10,2%, acima das estimativas, de 9,9%.

Segundo analistas, apesar de alguns indicadores sinalizarem que há uma retomada da economia norte-americana, esta ainda não pode ser considerada como uma recuperação, prova disso é o mercado de trabalho.

"Ainda não existem fundamentos de recuperação do consumo norte-americano sem um estímulo do governo, que também tem seus limites. Por isso, os agentes seguem cautelosos em relação ao excesso de otimismo, que parece permear os mercados ultimamente. "Se o cenário não se confirmar, os agentes tendem a corrigir rapidamente suas exposições a risco", alerta um operador.

Em meio ao excesso de liquidez, o Banco Central (BC) prossegue com os leilões de compra de dólares no mercado à vista. Nesta manhã, a autoridade monetária fixou taxa de corte de R$ 1,7180.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)