G20 vai manter promessa sobre estímulos

REUTERS

BRASÍLIA - As autoridades do G20 vão reiterar neste final de semana a promessa de manter os pacotes de estímulo à economia, por enquanto, e tentar definir um novo arcabouço de modo a acompanhar a evolução uns dos outros e evitar futuras crises.

Ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do grupo vão se reunir na Escócia nos dias 6 e 7 para dar sequência aos acordos definidos em setembro, em Pittsburgh.

Desde então, surgiram mais sinais de que o mundo está saindo do pior declínio desde a Segunda Guerra Mundial e as autoridades monetárias tentarão chegar a um acordo sobre princípios para gerenciar a retirada dos estímulos de maneira coordenada.

- Haverá um conjunto de discussões sobre como nós vamos seguir com tudo isso, à medida que os governos pensam em sair do período de estresse para um período que seja mais estável - disse o subsecretário do Tesouro dos Estados Unidos, Neal Wolin.

Mas, por enquanto, as autoridades querem ter certeza de que a recuperação não vai ser atropelada.

- Nós ainda não estamos de volta aos níveis potenciais de crescimento - disse uma fonte do governo britânico. - Espero que adotemos a mesma linguagem de Pittsburgh, de que as atuais medidas de apoio sejam mantidas até que a recuperação esteja assegurada.

Falando em Paris, uma autoridade francesa concordou:

- Ninguém vai dizer que nós definitivamente deixamos a crise para trás... Não queremos cometer os mesmos erros do passado, ao retirar as estratégias muito cedo.

Dólar fraco

Embora alguns países estejam claramente preocupados sobre a fraqueza do dólar e a volatilidade dos mercados de câmbio, o tema não está na agenda do G20 e não deve aparecer no comunicado, previsto para as 13h (horário de Brasília) de sábado.

Autoridades disseram que os dois principais temas devem ser estabelecer como o arcabouço para o crescimento definido em Pittsburgh vai funcionar de fato e questões sobre clima antes da cúpula de Copenhague.

Os países devem começar um processo em que fazem suas próprias projeções sobre a economia, que então serão avaliadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para ver se são compatíveis com as demais. Se não forem, serão definidas que políticas são necessárias, o que será discutido pelo G20.

A França também sinalizou na quarta-feira que deve voltar ao tema de pagamento de banqueiros, preocupada com a falta de progresso em alguns países na implementação dos padrões acertados em Pittsburgh.