Europa: bolsas sobem por bancos e montadoras antes de FED

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REUTERS - As bolsas de valores da Europa avançavam nesta quarta-feira, após perdas acentuadas na sessão passada, com os bancos ganhando terreno antes da decisão sobre a taxa de juro do Federal Reserve (FED, o banco central americano) e com a Renault conduzindo as ações do setor automotivo para cima.

Às 8h23 (de Brasília), o índice FTSEurofirst 300 exibia alta de 1,11%, a 979 pontos. Na terça-feira, o indicador caiu 1,2%, atingindo o menor patamar de fechamento em um mês. O FSTEurofirst 300, que acumula alta de 17,6% até agora neste ano, saltou 51 por cento desde que alcançou a mínima recorde no começo de março.

Papéis do segmento automotivo apresentavam bom desempenho, com o índice que monitora as montadoras europeias em valorização de 2,8%. O setor se recuperava de um declínio de 14% provocado por vendas generalizadas nas duas últimas semanas, após a Nissan Motor ter revisado sua meta anual.

As ações da Renault, que possui fatia significativa na Nissan, subiam 4,8%, enquanto as da Daimler, Peugeot e Fiat ganhavam de 2,4% a 3,7%. Entre outras notícias, após dois meses de negociações, a General Motors abandonou a venda da Opel para um grupo liderado pela canadense Magna, dizendo que melhores condições de negócios e a importância estratégica de sua unidade europeia incentivaram a decisão tomada pelo conselho.

- O fluxo de dados macroeconômicos tem sido muito positivo nos últimos dias e eu acho que os mercados pode subir um pouco mais daqui em diante - disse Klaus Wiener, diretor de pesquisa da Generali Investments.

- No final, os mercados irão se guiar pelo fluxo de dados macroeconômicos e pelos resultados. Os agressivos cortes de custos que temos visto, especialmente nos Estados Unidos, e uma grande queda nos custos trabalhistas são bons para as margens de lucro.

Dados divulgados na terça-feira apontaram que as encomendas à indústria dos Estados Unidos superaram as expectativas, com alta de 0,9% em setembro. Os bancos tinham oscilação positiva, depois de perdas acentuadas na véspera acompanhadas de resultados decepcionanres do UBS e fortes declínios nas ações do Royal Bank of Scotland.

O índice DJ STOXX que monitora o setor bancário europeu subia 2,2% e disparou 155% desde que a mínima atingida em março. Société Générale ganhava 5,5%. O banco francês duplicou seu lucro líquido do terceiro trimestre na comparação anual, mas informou que o ambiente econômico permanece duvidoso. UBS avançava 3,1%, enquanto Royal Bank of Scotland subia 3,4%.

As mineradoras eram sustentadas pela firmeza dos preços dos metais de base em meio a expectativas de vendas generalizadas de dólar após a reunião do FED. A queda da divisa americana torna as commodities mais baratas para os investidores que negociam com outras moedas e frequentemente impulsiona a demanda por produtos. BHP Billiton, Anglo American, Antofagasta, Rio Tinto, Xstrata e Eurasian Natural Resources subiam de 1,2% a 3,3%.