Decisão do Fomc confirma tendência e Ibovespa sobe 2,03%

SÃO PAULO, 4 de novembro de 2009 - O principal índice acionário da BM&FBovespa operou com ganhos durante toda a sessão desta quarta-feira. O movimento acompanhou o desempenho dos índices norte-americanos, onde, à espera da decisão do FOMC, que divulgou no final da tarde a manutenção da taxa básica de juros do país entre 0% e 0,25% ao ano, prevaleceu o movimento comprador. O Ibovespa fechou a sessão com valorização de 2,03%, aos 63.912 pontos. O giro financeiro terminou o dia em R$ 6,6 bilhões.

As ações ordinárias do JBS foram a maior alta da sessão, com valorização de 10,20%. Vale destacar também o desempenho das ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que fechou o pregão com alta de 3,07%. Hoje a siderúrgica anunciou lucro líquido de R$ 1,15 bilhão no terceiro trimestre deste ano, enquanto que no mesmo período do ano anterior houve ganho de R$ 40 milhões.

As ações preferenciais da Petrobras também cresceram ao longo da sessão de hoje (+0,42%), acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional, que reflete a queda inesperada dos estoques da matéria-prima nos Estados Unidos.

O operador-sênior da TOV Corretora, Décio Pecequilo, destaca que os movimentos recentes do Ibovespa comprovam que a nova taxação aplicada pelo governo sobre investimentos estrangeiros em ações e renda fixa "não tirou o charme do índice".

Segundo ele, a BM&FBovespa ainda é considerada barata pelos investidores externos. "É claro que isso não se aplica a todos os setores, como o de construção, que já está muito valorizado, mas, segundo análises que vem de fora, a bolsa brasileira ainda está barata", considerou.

Ainda de acordo com o economista, este poderá ser o melhor ano do Ibovespa em uma década. "A liquidez global ainda é muito alta, os governos injetaram muito capital para reverter a crise financeira. E o Brasil está sendo beneficiado por este capital", disse, lembrando que a valorização do Ibovespa só está atrás da China.

Pecequilo avaliou ainda que, na sessão de hoje, os investidores parecem não ter repercutido com intensidade indicadores econômicos vindos dos Estados Unidos.

Por lá, hoje foi revelado que o setor privado do país fechou 203 mil postos de trabalho em outubro quando comparado com o mês anterior. Os números de setembro foram revisados em 27 mil vagas fechadas, passando para 227 mil.

No mesmo sentido, a atividade do setor de serviços da região recuou para 50,6 pontos em outubro de 2009, enquanto que no mês anterior o indicador estava em 50,9 pontos. O dado veio abaixo do esperado pelo mercado que era em torno de 51,6 pontos.

(Carina Urbanin - Agência IN)