Produção industrial brasileira cresce 0,8% em setembro

SÃO PAULO, 3 de novembro de 2009 - A produção industrial brasileira registrou crescimento de 0,8% em setembro deste ano, em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. Com isso, o indicador mantém uma sequência de nove meses seguidos em alta, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, na comparação anual, o índice apresentou recuo de 7,8%.

Enquanto isso, no terceiro trimestre houve uma retração de 8,3% ante os mesmos meses do ano anterior e crescimento de 4,1% contra o segundo trimestre de 2009.

De acordo com comunicado, a alta de 0,8% na produção em setembro atingiu a maioria (17) dos 27 segmentos, com destaque para máquinas e equipamentos (5,8%) e veículos automotores (3,5%).

Os grupos máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,8%), outros produtos químicos (1,4%), indústrias extrativas (1,6%) e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (5%) também influenciaram positivamente o indicador.

Na direção contrária, as principais pressões negativas partiram dos ramos de refino de petróleo e produção de álcool (-4,7%), alimentos (-1%) e máquinas para escritório e equipamentos de informática (-5,3%).

Dentre as categorias de uso, o setor de bens de capital teve elevação de 5,8%, seguidos por bens intermediários (0,8%). Já os índice para os bens de consumo, duráveis (-1,1%) e semi e não duráveis (-0,7%) ficaram negativos.

A despeito da variação anual (-7,8%), a maioria (21) dos 27 setores pesquisados mostraram índices negativos, com veículos automotores (-16,6%) sendo o de maior impacto na formação da taxa global. Em seguida vieram máquinas e equipamentos (-20%), metalurgia básica (-13,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-21%) e indústrias extrativas (-9,3%).

Nesta base, o segmento de bens de capital apresentou a taxa mais negativa (-20,5%). Enquanto isso, bens intermediários teve queda de 7,5% em setembro, bens de consumo duráveis, baixa de 6,4% e bens de consumo semi e não duráveis, com contração de 3,9%.

(Redação - Agência IN)