Ibovespa sobe 0,49%, puxado por blue chips e setor bancário

SÃO PAULO, 3 de novembro de 2009 - Após operar em queda na primeira etapa dos negócios, a bolsa brasileira inverteu a tendência influenciada pelo desempenho das blue chips Petrobras e Vale, além das ações do setor bancário. Há pouco, o Ibovespa subia 0,49%, aos 61.848 pontos. O giro financeiro da bolsa estava em R$ 2,34 bilhões.

O destaque do dia fica por conta do setor bancário. Após o Itaú Unibanco anunciar seu resultado trimestral, as ações do setor figuraram entre as mais valorizadas do Ibovespa.

A instituição financeira apurou lucro líquido de R$ 2,26 bilhões no terceiro trimestre deste ano, com retração de 11,8% na comparação com o trimestre anterior. Há pouco, os papéis preferenciais do Itaú Unibanco cresciam 2,80%, vendidos a R$ 34,42, acompanhadas pelos ordinários do Banco do Brasil (BB), com valorização de 2,09% e preferenciais do Bradesco, alta de 1,44%.

Na mesma direção, o balanço da Braskem também ajudou a animar os investidores. A petroquímica lucrou R$ 645 milhões no terceiro trimestre deste ano, enquanto que no mesmo período de 2008 houve um prejuízo de R$ 819 milhões. Com isso, pela manhã as ações da companhia se destacaram entre as maiores altas do índice acionário. Há pouco, as preferenciais avançavam 1,11%, para R$ 11,83.

Ainda no mercado doméstico, os agentes financeiros acompanharam que a produção industrial subiu 0,8% em setembro deste ano, ante o mês anterior, na série livre de influências sazonais. Entretanto, na comparação anual, o índice apresentou recuo de 7,8%.

No cenário externo, as negociações com as bolsas norte-americanas iniciaram há uma hora por conta do fim do horário de verão. Dentre as notícias do dia, o mercado acompanhou que o volume de encomendas à indústria norte-americana registrou crescimento de 0,9% em setembro deste ano, na comparação com o mês anterior. Em agosto, o indicador teve queda de 0,8%. Este foi o quinto avanço nos últimos seis meses.

Além disso, no final de semana, o grupo financeiro norte-americano CIT, anunciou que vai se colocar sob a proteção da lei de falências. O CIT foi fundado em 1908, sendo especializado no financiamento e na consultoria a empresas menores.

(Déborah Costa - Agência IN)