Indicador que avalia qualidade de crédito das empresas recua

SÃO PAULO, 26 de outubro de 2009 - O Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito das Empresas, que avalia numa escala de 0 a 100 a qualidade de crédito do setor produtivo - quanto maior, melhor a qualidade de crédito e, portanto, menor é a probabilidade de inadimplência - registrou recuo de 0,2% no terceiro trimestre de 2009, a terceira queda trimestral consecutiva. Com isto o indicador, criado com base nos modelos estatísticos de avaliação de risco de crédito utilizados pela Serasa Experian atingiu o patamar de 95,50 no 3º trimestre de 2009, o menor deste o 1º trimestre de 2007, momento em que o indicador começou a ser calculado.

Na segmentação por porte do indicador, nota-se que o declínio observado no terceiro trimestre de 2009 deveu-se, única e exclusivamente, à deterioração do risco de crédito das micro e pequenas empresas. De fato, desde o início da crise financeira internacional, houve recuo de 0,5% no indicador deste segmento (3º trimestre de 2009 vs. 3º trimestre de 2008), ao passo que nas médias e grandes empresas, os recuos foram menores: -0,1% (médias) e -0,2% (grandes).

A maior vulnerabilidade das micro e pequenas empresas diante de cenários econômicos mais adversos e o aumento das dificuldades de acesso ao crédito enfrentado por este segmento durante vários meses após a eclosão da crise financeira internacional estão entre os fatores que contribuíram para a piora da qualidade de crédito nestas empresas.

Medidas recém adotadas pelo governo, tais como a implementação do Fundo Garantidor de Investimentos e o próprio movimento de recuperação econômica devem proporcionar reversão da trajetória de queda da qualidade de crédito das micros e pequenas empresas, fenômeno que já se observa no caso das médias e grandes empresas. No caso das médias empresas, o Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito manteve-se estável em 98,55 no 3º trimestre de 2009 e, para as grandes empresas, houve elevação de 98,44 para 98,47 após uma seqüência de seis quedas seguidas.

(Redação - Agência IN)