Balanços ditam rumo dos negócios

SÃO PAULO, 22 de outubro de 2009 - A temporada de balanços continua a ditar a tendência das principais bolsas mundiais. Além dos resultados corporativos, o crescimento da Produto Interno Bruto (PIB) chinês, de 8,9%, também influenciou os negócios.

Em Wall Street, após operarem em direções opostas durante toda a sessão, os índices norte-americanos encerraram em alta. Entre os balanços que agradaram os investidores, destaque para o McDonald's, 3M e Xerox. O Dow Jones subiu 1,33%, para os 10.081 pontos; o Nasdaq ganhou 0,68%, para os 2.165 pontos; e o S&P 500 avançou 1,06%, para os 1.092 pontos.

Na Europa, os índices acionários terminaram em queda, pressionadas pelo setor bancário e pela correção de preços das ações ligadas ao segmento petrolífero. O FTSE-100, de Londres, caiu 0,96%, aos 5.207 pontos; o DAX, de Frankfurt, perdeu 1,21%, aos 5.762 pontos; e o CAC-40, de Paris, recuou 1,35%, para 3.820 pontos.

Por aqui, pela terceira vez na semana, a bolsa brasileira encerrou em terreno positivo. O desempenho das blue chips e das ações do setor bancário influenciaram os negócios. O Ibovespa marcou valorização de 0,99%, aos 66.134 pontos. O giro financeiro fechou em R$ 5,72 bilhões.

Por sua vez, o índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires, fechou com avanço de 2,31%, aos 2.309 pontos.

Nas commodities, o barril do petróleo terminou com leve perda, devido à especulação de que a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) poderá elevar a produção da matéria-prima na próxima reunião do cartel, programada para dezembro. O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em dezembro, caiu 0,2%, cotado a US$ 81,20 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). Já o barril do tipo Brent, com vencimento em dezembro, recuou 0,2%, negociado a US$ 79,53 no ICE Exchange de Londres.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros operaram sem tendência única. O Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em de janeiro de 2011, apontou taxa anual de 10,30%. No câmbio, a moeda norte-americana fechou em baixa, vendida a R$ 1,72.

(Redação - Agência IN)