Prêmios dos contratos de DI sobem na BM&FBovespa

SÃO PAULO, 19 de outubro de 2009 - As projeções de juros embutidas nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) abrem sinalizando avanço. Há pouco, o contrato de DI com vencimento em julho de 2011, apontava taxa anual de 10,44%, ante 10,43% do ajuste anterior. O DI de janeiro de 2012 indicava taxa de 11,61%, ante 11,59% do último fechamento.

As atenções dos agentes financeiros nesta semana ficará em torno da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que volta a se reunir nesta quarta-feira para definir o rumo da taxa Selic, fixada em 8,75% ao ano.

Depois de encerrar o ciclo de queda da Selic iniciado em janeiro, analistas estimam unanimidade a respeito da expectativa de manutenção da taxa básica. A equipe econômica do banco Fator não pensa diferente do mercado. A dúvida recai sobre o modo pelo qual o colegiado do Banco Central (BC) pode reagir aos fatos novos desde a reunião de setembro.

Segundo do banco Fator, dados ambíguos como os componentes serviços e monitorados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Dados menos ambíguos como os do mercado de trabalho: o Caged puxou firme em agosto e relaxou em setembro. Alguns segmentos sindicalizados conseguem algo pouco acima do IPCA como reajuste salarial.

Há, finalmente, outras incertezas. A curva de juros parece refletir algo mais do que inflação esperada. Algo como "inflação preventiva". Existe alta preventiva de Selic?

Nesta manhã foi divulgado o boletim Focus, segundo do documento, a estimativa para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano avançou de 0,10%, para 0,12%. Há quatro semanas, era projetado crescimento nulo. Para 2010, a expectativa positiva manteve-se inalterada em 4,80%.

Já a estimativa de inflação teve leve alta. A projeção para o IPCA passou de 4,29% na semana passada, para 4,30%. Para o próximo ano, o índice também teve elevação de 1 ponto percentual, para 4,41%.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)