Mercado espera BC e puxa dólar

SÃO PAULO, 19 de outubro de 2009 - A moeda norte-americana apontou alta nesta manhã com os agentes aguardando o leilão de compra do Banco Central (BC), comenta o gerente de câmbio da Fair Corretora, José Roberto Carreira. A divisa chegou a bater R$ 1,722 na venda, no entanto, fechou a primeira etapa dos negócios cotada a R$ 1,711 com valorização de 0,23%.

O BC prossegue com os leilões de compra diário. Hoje, a autoridade monetária fixou taxa de corte de R$ 1,7103.

Outro fator, segundo analistas, que contribui para o avanço do dólar é a possibilidade de novas medidas do governo para limitar a entrada de recursos por aqui, no entanto, analistas comentam que a tendência ainda é de queda em função da expectativa do mercado de que a eventual taxação não impedirá a contínua entrada de recursos no país.

Em relação as captações, os analistas comentam que a captação do banco Panamericano, estimada entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões pelo mercado, deve ser fechada hoje. Cálculos publicados hoje na imprensa estimam que a captação de dívida privada externa, neste mês, soma US$ 6,5 bilhões, o que seria um novo recorde mensal.

Na agenda doméstica, foi informado que o saldo da balança comercial brasileira apresentou superávit (diferença entre os valores exportados e importados) de US$ 537 milhões na terceira semana de outubro (do dia 12 a 18), segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Os agentes financeiros acompanharam também os dados do boletim Focus revelando que a estimativa para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano avançou de 0,10%, para 0,12%. Há quatro semanas, era projetado crescimento nulo. Para 2010, a expectativa positiva manteve-se inalterada em 4,80%.

Já a projeção para a taxa de câmbio ao final de 2009 manteve-se em sentido descendente, estimada em R$ 1,70, contra R$ 1,76 na apuração anterior. Para 2010, a projeção também recuou, passando de R$ 1,80, para R$ 1,75.

A expectativa para o saldo da balança comercial de 2009 foi revisada para baixo, ficando em US$ 25,65 bilhões. Para 2010, a projeção recuou para US$ 16,50 bilhões, contra US$ 17,30 bilhões.

Na agenda internacional, o destaque fica por conta do discurso do presidente do Banco Central dos EUA (Federal Reserve), Ben Bernanke, às 13 horas.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)