Exportação brasileira de produtos químicos ultrapassa US$ 1 bi

SÃO PAULO, 19 de outubro de 2009 - Pela primeira vez, desde outubro do ano passado, o Brasil voltou a exportar mais de US$ 1 bilhão em produtos químicos em um único mês. Em setembro, apesar do recuo de 9,5% em relação ao mesmo mês de 2008, as exportações cresceram 13% frente a agosto, segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

Em volume, as exportações tiveram incremento de 20,2% em setembro, na comparação com agosto, chegando a 1,1 milhão de toneladas.

No acumulado do ano, as vendas externas somam cerca de US$ 7,4 bilhões, com queda de 18,3% ante igual período do ano passado. Foram exportadas mais de 8,8 milhões de toneladas de janeiro a setembro, com incremento de 18,1% na mesma base de comparação.

As importações de produtos químicos também cresceram no mês, chegando a US$ 2,7 bilhões, com aumento de 10,3% sobre agosto, mas ainda ficaram abaixo do patamar médio de 2008, de US$ 2,9 bilhões.

O volume das compras externas, superior a 2,6 milhões de toneladas em setembro, cresceu 17,2% ante agosto. De janeiro a setembro, o Brasil importou US$ 18,6 bilhões em produtos químicos. Esse valor é 29,6% inferior ao do mesmo período de 2008. Em volume, foram importadas 15,2 milhões de toneladas, 33% menos em igual comparação.

O déficit na balança comercial brasileira de produtos químicos, até setembro, é superior a US$ 11,2 bilhões, apresentando recuo de 35,5% em relação ao déficit apurado em igual período de 2008. Nos últimos 12 meses, até setembro, o déficit chega a US$ 17 bilhões.

As resinas termoplásticas são o principal item da pauta de exportações químicas do País. Em setembro, as vendas externas de resinas somaram US$ 155 milhões, 24,9% mais do que em agosto. No acumulado do ano, as exportações de resinas, de US$ 1,2 bilhão, respondem por 16,2% do total das vendas externas de produtos químicos. O volume dessas exportações, próximas a 1,2 milhão de toneladas, cresceram 76,6% em relação a igual período de 2008.

Os intermediários para fertilizantes permanecem como o principal item de importação, apesar do recuo de 43,7% no volume adquirido pelo País de janeiro a setembro. Nesse período, o Brasil importou 7,5 milhões de toneladas desses produtos. Os gastos com essas compras, de US$ 2,8 bilhões, recuaram 62,2% na comparação com idêntico período do ano passado.

(Redação - Agência IN)