Inflação segue comportada mas taxas dos DIs sobem

SÃO PAULO, 16 de outubro de 2009 - A inflação segue comportada no país, no entanto, incertezas em relação ao rumo da economia no próximo ano reforçam as apostas de aumento da taxa Selic em 2010 o que acaba pressionando a curva de juros futuros. Por outro lado, o mercado estima manutenção da Selic, fixada em 8,75% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana.

Na BM&FBovespa as projeções de juros embutidas nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) apontam estabilidade no curto prazo e avanço nos vencimentos mais longos com os investidores aproveitando o dia para realizar lucros. Há pouco, o DI com vencimento em janeiro de 2011 subia de 10,47% para 10,50% ao ano.

Pela manhã a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) desacelerou para 0,10% em outubro deste ano, ante uma taxa de 0,35% observada em setembro. O resultado veio abaixo das expectativas do mercado.

Analistas comentam que a notícia sobre a saída do diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Mário Torós, que deve deixar a diretoria da instituição ainda neste ano, gera certo desconforto nos agentes financeiros. O diretor participará da reunião do Copom, comitê de diretores que fixa a taxa de juros, na semana que vem e sua saída poderá ser oficializada algumas semanas depois, ainda antes da última reunião deste ano, no começo de dezembro.

Notícias revelando que o governo estaria estudando a possibilidade de retomar a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de capitais estrangeiros para aplicações em renda fixa e títulos públicos também geram preocupação entre os agentes.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)