Balanços decepcionam e trazem pessimismo às bolsas

SÃO PAULO, 16 de outubro de 2009 - A semana terminou com a piora do humor do mercado, diante dos balanços abaixo do esperado do Bank of America (BofA) e da General Electric. O banco norte-americano anunciou prejuízo líquido de US$ 1 bilhão (US$ 0,26 por ação) no terceiro trimestre deste ano, ante um lucro líquido de US$ 1,2 bilhão (US$ 0,15 por ação) observado no mesmo período de 2008. Já a General Electric (GE) registrou lucro líquido de US$ 2,49 bilhões (US$ 0,22 por ação) no terceiro trimestre, com queda de 44% quando comparado com o mesmo período do ano anterior (US$ 4,5 bilhões).

Aqui no Brasil, após bater recordes de pontuação durante a semana, a bolsa viu um movimento de realização de lucro e encerrou em baixa de 0,75%, aos 66.200 pontos. Sem notícias relevantes, os investidores acompanharam a movimentação do mercado norte-americano.

Por lá, os lucros menores das companhias do país levaram os índices para o vermelho. O Dow Jones caiu 0,67%, o Nasdaq perdeu 0,76%, e o S&P 500 recuou 0,81%. Além disso, a confiança do consumidor em outubro ficou abaixo das expectativas. O indicador registrou 69,4 pontos em outubro, abaixo do previsto pelos analistas do mercado, que era em torno de 73,5 pontos.

Na Europa, as bolsas sentiram os reflexos dos balanços das empresas norte-americanas. O FTSE-100 caiu 0,63%, o DAX perdeu 1,50%, e o CAC-40 recuou 1,45%. O prejuízo do Bank of America penalizou o desempenho das ações do setor bancário europeu.

E na Argentina, o índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, caiu 0,80%.

No câmbio, o dia foi de volatilidade para o dólar, que fechou em alta de 0,35%, para R$ 1,707, diante da piora do cenário externo. O euro turismo seguiu o mesmo caminho e subiu para R$ 2,7566. E o peso argentino encerrou cotado a R$ 0,4470.

Nas commodities, o petróleo teve valorização de 1,2%, cotado a US$ 78,51, em Nova York. O barril foi impulsionado pelo crescimento da produção industrial nos Estados Unidos, o que sinaliza que o consumo da matéria-prima vai aumentar. De acordo com o Federal Reserve, a produção industrial norte-americana cresceu 0,7% em setembro, na comparação com o mês anterior.

(Redação - Agência IN)