Petroleiros rejeitam proposta da Petrobras, negociações seguem

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RIO DE JANEIRO - Os petroleiros recusaram a proposta de dissídio feita pela Petrobras e parte da categoria anunciou que fará greve a partir desta quinta-feira. A estatal, por sua vez, informou que seguirá negociando com o sindicato.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa a maior parte da categoria, não aderiu ao movimento, informou a assessoria de imprensa da entidade. A FUP não decretará a greve imediatamente porque considera que o assunto ainda não foi totalmente discutido.

A Petrobras ofereceu reajuste salarial referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período do dissídio (setembro), e um ganho real de 1,5%.

- Sábado vamos fazer uma paralisação de alerta para reivindicar o pagamento do extraturno (dobradinha) - disse a assessoria, referindo-se aos feriados trabalhados durante os turnos. Atualmente, a categoria recebe dobrado apenas no Natal e no Ano Novo.

Os petroleiros representados pelo Sindipetro anunciaram que entrarão em greve na quinta-feira por tempo indeterminado após rejeitarem a proposta da Petrobras.

De acordo com a assessoria do sindicato, refinarias, plataformas, terminais e os edifícios-sede da Petrobras vão aderir ao movimento.

Os lugares que serão afetados são Rio de Janeiro, litoral paulista, São José dos Campos, Pará, Amazonas, Amapá, Sergipe e Alagoas.

A Petrobras informou, por meio de sua assessoria de imprensa, no entanto, que considera a mobilização dos sindicatos 'normal e não afeta as atividades da companhia'.

- A Petrobras mantém as negociações com os sindicatos a respeito da campanha salarial - disse a empresa.