Ibovespa sobe 0,76% e encosta nos 67 mil pontos

SÃO PAULO, 15 de outubro de 2009 - Acompanhando o clima externo, a bolsa brasileira encerrou o penúltimo pregão da semana em terreno positivo, contrariando a expectativa do mercado de realização de lucros. O movimento também foi influenciado pela valorização das commodities. No final dos negócios, o Ibovespa subiu 0,76%, aos 66.703 pontos. O giro financeiro da bolsa terminou em R$ 6,34 bilhões.

"Hoje, o dia começou pendendo para uma pequena realização de lucros, no entanto, o ambiente continua bom e os balanços norte-americanos ajudaram a reverter essa tendência negativa, com os investidores voltando para a ponta compradora", considerou Silvio Campos Neto, economista do Banco Schahin.

O economista ressaltou ainda que o movimento hoje foi de continuidade dos outros dias e que o comportamento sinaliza que a bolsa brasileira vai alcançar patamares mais elevados.

Em meio a temporada de balanços norte-americanos, hoje foi a vez do Goldman Sachs. A instituição financeira teve lucro líquido de US$ 3,19 bilhões no terceiro trimestre deste ano, com crescimento de 277% na comparação com o mesmo período de 2008, quando os ganhos foram de US$ 845 milhões.

Outro resultado trimestral acompanhado foi do Citigroup. O banco anunciou lucro líquido de US$ 101 milhões entre julho e setembro de 2009, enquanto na mesma época do ano anterior houve uma perda de US$ 2,8 bilhões.

"Os balanços não assustaram os agentes, uma vez que os números não vieram ruins, apesar de haver uma pequena realização com os números", enfatizou Silvio Campos Neto.

O analista ponderou que os dados econômicos norte-americanos também auxiliaram os negócios. A atividade industrial na região de Nova York, medido pelo escritório regional do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York, subiu 16 pontos em outubro, para 34,6 pontos. Este foi o maior patamar em cinco anos. O mercado monitorou ainda que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) teve inflação de 0,2% em setembro de 2009, já com ajustes sazonais.

"Está difícil um pretexto para realização de lucros, mesmo que ocorra, a perspectiva é que a correção não seja forte", completou o economista.

Além da influência externa, a valorização das commodities também sustentou o Ibovespa no azul. Dentre as blue chips Vale e Petrobras, as preferenciais da mineradora encerraram em alta de 0,69%, enquanto que as da petrolífera cresceram 1,24%. Os papéis da Petrobras caminharam na mesma direção dos preços do petróleo negociados em Nova York, que fecharam com crescimento de 3,1%, a US$ 77,49.

Destaque também para as ações preferenciais da Gerdau, que figuraram entre as maiores altas do Ibovespa, com acréscimo de 4,25%, negociadas a R$ 29,87. Na mesma linha, as ordinárias da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) avançou 1,98%, a R$ 61,80.

Na outra ponta, destaque para os papéis preferenciais da MMX (-2,80%), ordinários da Cyrela Realty (-2,15%) e ordinários da Souza Cruz (-1,86%).

(Déborah Costa - Agência IN)