Balanços corporativos dão tom aos negócios

SÃO PAULO, 15 de outubro de 2009 - As principais bolsas mundiais encerraram o dia em direções opostas. Os investidores repercutiram os resultados positivos do Goldman Sachs e Citigroup, o que trouxe esperança de uma virada econômica mundial.

Diante disso, os índices norte-americanos terminaram a sessão em alta, influenciados pelos papéis das companhias do setor de energia, uma vez que o barril do petróleo bateu os US$ 77 em Nova York. O Dow Jones subiu 0,47%, o Nasdaq ganhou 0,05%, e o S&P 500 avançou 0,42%.

No sentido contrário, os índices europeus encerraram sem tendência definida. As bolsas do continente refletiram o prejuízo da Nokia. A maior fabricante mundial de celulares teve perda de ? 559 milhões no terceiro trimestre. O FTSE-100 caiu 0,63%, o DAX perdeu 0,40%, e o CAC-40 subiu 0,03%.

Por aqui, o Ibovespa acompanhou o movimento externo e terminou em terreno positivo, contrariando a expectativa do mercado de realização de lucros. A bolsa brasileira registrou ganho de 0,76%, aos 66.703 pontos. O giro financeiro da bolsa terminou em R$ 6,34 bilhões.

Por sua vez, o índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires, encerrou o dia com valorização de 0,03%, aos 2.224 pontos.

Nas commodities, o barril do petróleo terminou com forte ganho, refletindo a inesperada queda nos estoques de gasolina nos Estados Unidos. O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em novembro, subiu 3,1%, cotado a US$ 77,49 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). Já o barril do tipo Brent, com vencimento em novembro, avançou 1,8%, negociado a US$ 74,44 no ICE Exchange de Londres.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros mostraramm estabilidade no curto prazo e avanço no médio e longo prazos. O Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em de janeiro de 2011, apontou taxa anual de 10,45%. No câmbio, a moeda norte-americana fechou em baixa, vendida a R$ 1,70.

(Redação - Agência IN)