Otimismo leva a recorde no Brasil e nos EUA

SÃO PAULO, 14 de outubro de 2009 - O dia foi de otimismo generalizado. Bons resultados das empresas norte-americanas, principalmente o lucro bem acima do esperado do JPMorgan (US$ 3,59 bilhões, crescimento de quase 600% em relação ao terceiro trimestre do ano anterior), deixaram os mercados animados.

No Brasil não foi diferente e o Ibovespa bateu novo recorde de pontuação, com alta de 2,41%, aos 66.201 pontos. O giro financeiro foi de R$ 9,91 bilhões. Os destaques foram as ações das siderúrgicas. As ações preferenciais da Vale encerraram com valorização de 4,60%, vendidas a R$ 40,41. As preferenciais da Usiminas fecharam com crescimento de 5,05%, para R$ 52,80. As ordinárias da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) subiram 5,04%, negociadas a R$ 60,60.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones voltou ao maior nível desde outubro do ano passado. O Dow Jones subiu 1,47%, o Nasdaq ganhou 1,51% e o S&P 500 avançou 1,75%. O setor bancário foi o destaque, beneficiado pelo JPMorgan. Além disso, a Intel revisou em alta suas perspectivas de lucros e receitas para o quarto trimestre.

Na Europa, os bancos também lideraram os ganhos. O FTSE-100 subiu 1,98%, o DAX ganhou 2,45%, e o CAC-40 avançou 2,14%. As ações das empresas mineradoras e petrolíferas contribuíram para a valorização dos índices.

E na Argentina, o índice Merval, da Bolsas de Buenos Aires, subiu 1,38%, para 2.224 pontos.

No câmbio, com as commodities e as bolsas em alta, os agentes financeiros foram estimulados a se desfazerem das posições em dólar e a moeda norte-americana encerrou em baixa de 1,27%, vendida a R$ 1,705. O euro turismo foi na mesma linha e caiu para R$ 2,7541. E o peso argentino fechou o dia cotado a R$ 0,4454.

Nas commodities, o barril do petróleo atingiu o maior valor do ano. O barril do tipo WTI, com vencimento em novembro, subiu 1,4%, cotado a US$ 75,15, em Nova York. A desvalorização do dólar frente a outras moedas e a alta das bolsas influenciaram o movimento das cotações do barril. Além disso, a China revelou que as importações de petróleo avançaram 15% em setembro, em relação ao mesmo período de 2008. Esse dado também impactou positivamente sobre as cotações.

(Redação - Agência IN)