Europa: bolsas operam no vermelho antes de dados dos EUA

REUTERS

LONDRES - O principal índice de ações da Europa exibia queda nesta sexta-feira, atingindo o nível mais baixo em quatro semanas e ampliando as acentuadas perdas da véspera, com investidores nervosos à espera da divulgação dos dados de emprego dos Estados Unidos.

Às 8h41 (de Brasília), o índice FTSEurofirst 300 exibia queda de 1,3%, a 968 pontos, após recuar 1,6% na sessão passada, alcançando o menor paramar em três semanas. O FSTEurofirst 300, que desabou 45 por cento no ano passado, saltou quase 51% desde que atingiu a mínima recorde no começo de março, e acumula ganho de 16,8% até agora neste ano. ,/P>

O indicador, que apresentou o melhor desempenho trimestral em quase 10 anos no trimestre passado, está a caminho de registrar o terceiro dia seguido de perdas. "Nós temos esperado uma correção por um bom tempo", disse Heino Ruland, estrategista do Ruland Research, em Frankfrut. ,/P>

"O terceiro trimestre teve um desempenho bem forte. Com o começo do quarto trimestre, temos de ter a consciência de que a economia não está de longe na forma em que o desempenho do mercado acionário sugere."

O segmento bancário, que disparou 160% desde março, apresentava as maiores perdas em meio à preocupações sobre crescimento. KBC, UBS, Barclays, Société Générale, BNP Paribas, Deutsche Bank, Credit Suisse e Commerzbank cediam. Contudo, o HSBC subia, após operadores afirmarem que o banco é o mais defensivo do setor.

As ações atreladas a commodities, que também apresentaram forte desempenho recentemente, tinham oscilação negativa. O foco do mercado está concentrado nos dados de emprego dos EUA, a serem divulgados às 9h30 (de Brasília), na busca por novos indícios sobre o ritmo da recuperação da maior economia do mundo. ,/P>

Economistas consultados pela Reuters preveem o fechamento de 180 mil postos de trabalho em setembro, ante perda de 216 mil vagas em agosto, enquanto a taxa de desemprego é estimada em 9,8%, contra 9,7% no mês anterior.

O índice de volatilidade VDAX-NEW exibia alta de 5%, representando um menor apetite dos investidores por ativos de maior risco. As montadoras europeias também registravam perdas após as vendas de automóveis nos EUA caírem em setembro.