OIT e Cepal prevêem aumento do desemprego na AL

SÃO PAULO, 1 de outubro de 2009 - O desemprego na América Latina e o Caribe deverá chegar a 8,5% em 2009, o que significaria que 2,5 milhões de pessoas ficariam sem emprego. A projeção é da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), instituições que divulgaram hoje relatório sobre o tema. Em 2008, a taxa de desemprego ficou em 7,5% na região, uma variação de 1 ponto percentual.

As entidades constataram que todos os países da América Latina e o Caribe mostraram que houve redução da força de trabalho por causa da crise econômica internacional. Além disso, houve queda no ritmo de crescimento de trabalho assalariado em todos os países da região.

De acordo com as entidades, a taxa de desemprego aumentou em nove dos 12 países dos quais há informações disponíveis. Argentina, Barbados, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Jamaica, México e Peru registraram aumento no desemprego. Já Trinidad e Tobago e o Uruguai registraram redução na taxa de desemprego. A Venezuela manteve essa taxa.

Apesar de todos os países terem registrado aumento na taxa de desemprego, esse movimento se deu de diferentes maneiras em cada um deles, segundo as entidades. Essa diferenciação é mais clara quando se compara as maiores economias da região, México e Brasil.

O México, que tem uma economia muito atrelada à dos Estados Unidos, sofreu impacto mais imediato da crise financeira, com reflexos no mercado de trabalho. De acordo com a OIT e a Cepal, não há sinais de recuperação tanto do mercado de trabalho, como da economia mexicana.

No caso do Brasil, os efeitos da crise econômica foram menores, na análise das duas instituições. Houve um crescimento, no primeiro semestre, no número de assalariados e de empregos com carteira assinada. As entidades disseram, ainda, que os dados mais recentes mostram que a produção industrial está em processo de recuperação motivada pelas políticas fiscais e monetárias anticíclicas.

Mas, para a OIT e a Cepal, essa melhora no crescimento econômico não vai provocar, no curto prazo, um aumento na geração de empregos, pois isso se dará de maneira gradual. As informações são da Agência Brasil.

(Redação - Agência IN)