Bolsas seguem ritmo de queda dos EUA

SÃO PAULO, 1 de outubro de 2009 - As principais bolsas mundiais encerraram o dia desvalorizadas. Os investidores seguiram o ritmo de queda dos negócios nos Estados Unidos, afetados por indicadores econômicos que desagradaram o mercado financeiro. Além disso, segundo analistas, os agentes anteciparam os dados do mercado de trabalho norte-americano, cuja expectativa é ruim.

Em Wall Street, os índices norte-americanos terminaram a sessão em queda. A atividade na indústria e o pedidos de auxílio desemprego vieram abaixo do esperado pelo mercado e pressionaram as bolsas. O índice Dow Jones Industrial Average recuou 2,09%, aos 9.509 pontos. O S&P 500 perdeu 2,58%, aos 1.029 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq desvalorizou 3,06%, para 2.057 pontos.

No mesmo sentido, os índices europeus terminaram em baixa, com as ações de bancos e de empresas ligadas a commodities liderando as perdas. O FTSE-100, de Londres, caiu 1,68%, aos 5.047 pontos; o DAX, de Frankfurt, perdeu 2,13%, aos 5.554 pontos; e o CAC-40, de Paris, recuou 1,97%, para 3.720 pontos.

Por aqui, o Ibovespa acompanhou o movimento externo e iniciou outubro no vermelho. A bolsa brasileira caiu 1,72%, aos 60.459 pontos, puxada pelas ações da Petrobras e Vale. O giro financeiro da bolsa fechou em R$ 5,28 bilhões.

Por sua vez, o índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires, encerrou o dia com valorização de 2,52%, aos 2.022 pontos.

Nas commodities, o barril do petróleo terminou sem tendência definida, refletindo a queda nos estoques de gasolina e o aumento dos gastos do consumidor. Ambos os indicadores sinalizam que a demanda está melhorando. O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em novembro, subiu 0,16%, cotado a US$ 70,73 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). Já o barril do tipo Brent, com vencimento em novembro, terminou sem variação, negociado a US$ 69,07 no ICE Exchange de Londres.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros avançaram nesta sessão. O Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em de janeiro de 2011, apontou taxa anual de 10,30%. No câmbio, a moeda norte-americana fechou em alta, vendida a R$ 1,78.

(Redação - Agência IN)