Apesar da cautela, dólar inicia outubro em queda

SÃO PAULO, 1 de outubro de 2009 - O último trimestre do ano começa em clima de cautela, em meio à pesada agenda norte-americana, além do depoimento do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, sobre reforma regulatória do sistema financeiro no comitê da Câmara.

Os indicadores econômicos incluem dados de atividade, de inflação e de emprego em NY. O mais importante, o ISM da atividade industrial de setembro, com expectativa de melhora sai logo mais às 11 horas. O consenso é de melhora para 54 pontos, contra 52,9 pontos agosto. O dado ganhou ainda mais importância após o índice dos gerentes de compra de Chicago cair ontem para baixo de 50 em setembro, revelando contração na região.

Há pouco, foi divulgado que o índice que mede os gastos dos consumidores norte-americanos (PCE, na sigla em inglês) avançou US$ 129,6 bilhões, ou 1,3% em agosto deste ano, ante o mês anterior, enquanto os pedidos semanais por seguro-desemprego cresceram em 17 mil, passando de 534 mil para 551 mil solicitações.

Ainda assim, o dólar comercial recua 0,23%, vendido a R$ 1,769. Apenas no último trimestre, a moeda acumulou perdas de 10% frente ao real. Segundo analistas, a forte alta reflete a alta das importações e queda das exportações, além do fluxo financeiro em busca da alta rentabilidade paga em reais. Essas informações devem se confirmadas logo mais às 11 horas quando saem os números da balança comercial.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)