China tem papel positivo na AL, diz Banco Mundial

REUTERS

RIO - O papel da China em ajudar alguns países latino-americanos a superarem a crise econômica global ilustra a sua crescente presença numa região que durante muito tempo foi vista apenas como quintal dos Estados Unidos.

A opinião é de Pamela Cox, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, em entrevista na terça-feira à Reuters. Para ela, o crescente poderio econômico-financeiro da China, especialmente na América do Sul, é mais do que bem-vindo, depois da crise surgida há um ano em Wall Street.

O crescimento da China é uma coisa boa para a região de muitas maneiras. Isso levou muito crescimento à região disse Cox, quando perguntada sobre por que o Brasil e outros países sul-americanos estão saindo da crise em condições muito mais favoráveis do que vários vizinhos do Norte.

Brasil, Peru e, em menor grau, Chile e Argentina têm se beneficiado de fortes laços comerciais com a China e da capacidade do gigante asiático de bancar uma retomada da sua demanda por matérias-primas, disse.

Ao mesmo tempo, o México e países da América Central e Caribe estão mais vinculados ao mercado dos EUA e por isso foram mais afetados pela crise, argumentou Cox, que participa em Miami de uma reunião copatrocinada pelo Banco Mundial para tratar das perspectivas econômicas e políticas da América Latina.