Para Brasil, G8 não está morto mas agoniza

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PITTSBURGH - O G8 está "em agonia" à medida que países emergentes ganham mais poder no Fundo Monetário Internacional (FMI) e o G20 torna-se o novo fórum mundial para questões econômicas, afirmou o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia.

Ele confirmou nesta sexta-feira que o G20 concordou na cúpula de Pittsburgh com uma mudança de pelo menos 5% no poder de voto dos emergentes no FMI.

"Estamos reformando as instituições de Bretton Woods de modo que elas possam lidar melhor com a crise financeira global", disse, acrescentando que uma nova ordem mundial está surgindo, tendo o Brasil como player.

"O G8 não está morto, mas está claramente em agonia", afirmou. "É por isso que vamos ter duas reuniões do G20 no ano que vem, no Canadá e na Coreia."