G-20 vai fixar normas mais rígidas para bancos

Jornal do Brasil

PITTSBURGH - O G-20, grupo constituído pelos países desenvolvidos e pelasprincipais nações emergentes do mundo, comprometeu-se a manter medidas emergenciais de estímulo até que uma recuperação sustentável da economia mundial esteja assegurada, em reunião de dois dias encerrada sexta-feira na cidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos.

No comunicado divulgado ao final da reunião, os chefes de Estado do grupo adiantaram que lançarão uma nova estrutura que permitirá que os países atuem de maneira coordenada para reequlibrar o crescimento global e para definir regras mais rígidas aos bancos até 2012.

Nossos países concordaram em fazer tudo que for necessário para garantir a recuperação, consertar nosso sistema financeiro e manter o fluxo global de capital , destacou o comunicado final da reunião.

Nova parceria

Os participantes da Cúpula do G-20 em Pittsburgh também chegaram a um acordo sobre a transferência de pelo menos 5% das cotas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para os países emergentes e em desenvolvimento dinâmico, segundo informou o diretor-geral do Fundo, Dominique Strauss-Kahn.

A decisão tem como objetivo reequilibrar as forças, concedendo mais peso aos países atualmente sub-representados no organismo.

Esta decisão histórica e a emergência do G-20 como fórum central para a cooperação econômica internacional assentarão as bases para uma parceria aprofundada na política econômica mundial declarou Strauss-Kahn

O G-20 também deve conclamar os 186 Estados membros do FMI a ratificar a reforma decidida em 2008 mas nunca aplicada por falta de quórum.

,Lula comemora

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o aumento da participação nas cotas dos países emergentes tanto no Fundo Monetário Internacional (FMI), quanto no Banco Mundial (Bird), decidido no encontro dos líderes do G-20. No FMI, foi aprovado aumento de 5%, ante a proposta inicial de 7% dos países do grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Também houve aprovação de aumento de 3% na participação destas economias no Banco Mundial, em comparação com proposta inicial de 6%.

Foi um avanço extraordinário. Saí feliz porque nós conseguimos bons intentos e mais tranquilidade afirmou Lula.

O presidente destacou também que o encontro marcou a instituição do grupo como fórum para discussões econômicas globais, destinado a ter papel excepcional na nova ordem mundial