Dados dos EUA puxam instabilidade do Ibovespa

SÃO PAULO, 25 de setembro de 2009 - Após dois fechamentos consecutivos em baixa, o principal índice acionário da BM&FBovespa opera de lado. Os investidores repercutem a agenda de indicadores econômicos de peso, que vieram em direções opostas. Há pouco, o Ibovespa desvalorizava 0,08%, aos 60.000 pontos. O giro financeiro da bolsa estava em R$ 2,2 bilhões. No último pregão da semana, o índice acumula desvalorização de 1,19%.

Hoje, os agentes acompanharam com atenção a divulgação de indicadores norte-americanos. Os novos pedidos de bens duráveis no país recuaram US$ 4 bilhões ou 2,4% em agosto de 2009, para US$ 164,4 bilhões. Esta foi a segunda queda nos últimos três meses. Em julho, o indicador teve alta de 4,8%.

No sentido oposto, ainda no país, as vendas de imóveis novos tiveram alta de 0,7% em agosto de 2009, na comparação com o mês anterior. E a confiança do consumidor atingiu os 73,5 pontos em setembro deste ano, enquanto que a previsão dos analistas estava em torno de 70,2 pontos. O dado surpreendeu positivamente o mercado, mas não foi suficiente para impulsionar a alta dos índices norte-americanos, que operam em direções opostas.

Por aqui, os papéis da Petrobras operam em alta, há pouco, as ações PN e ON da estatal cresciam, respectivamente, 1,27% e 1,16% e estavam entre as maiores altas da sessão. O desempenho é influenciado pela alta do petróleo no mercado internacional. Instantes atrás, o preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em novembro, subia 0,7%, cotado a US$ 66,38 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). O barril do tipo Brent, com vencimento em novembro, avançava 0,7%, negociado a US$ 65,30 no ICE Exchange de Londres.

Ainda entre entre as mais valorizadas da sessão, vale destacar o setor de construção: Rossi ON subia 2,21% e Cyrela ON 1,73%.

No sentido oposto, a Embraer reporta a maior queda, com recuo de 2,40%. Ontem, a companhia informou que planeja realizar oferta de títulos de dívida com vencimento em 2020 no mercado de capitais global, por meio de sua subsidiária integral Embraer Overseas Limited.

Ainda no âmbito interno, hoje os agentes financeiros acompanharam com atenção a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central. No documento, a instituição elevou a projeção de inflação deste ano, de 4,1%, para 4,2%. Para 2010, a expectativa passou de 3,9%, para 4,4%. Já a estimativa para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ficou inalterado, em alta de 0,8% para este ano.

(Carina Urbanin - Agência IN)