Indicadores dos EUA prejudicam bolsas

SÃO PAULO, 24 de setembro de 2009 - As principais praças acionárias mundiais encerraram o dia em queda, pautadas mais uma vez por indicadores econômicos dos Estados Unidos. As vendas de imóveis usados no país recuaram 2,7% em agosto, enquanto o mercado esperava alta de 2%.

Diante disso, os índices norte-americanos fecharam com tendência negativa pelo segundo dia consecutivo. O índice Dow Jones Industrial Average recuou 0,42%, aos 9.707 pontos. O S&P 500 perdeu 0,95%, aos 1.050 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq desvalorizou 1,12%, para 2.107 pontos.

Por aqui, o Ibovespa seguiu na mesma direção, influenciado por Wall Street e pela desvalorização das commodities. Ao final do pregão, a bolsa brasileira registrou queda de 0,74%, aos 60.046 pontos. O giro financeiro da bolsa ficou em R$ 5,03 bilhões.

No mesmo sentido, as bolsas europeias encerraram com perdas, penalizadas pelas empresas dos setores energético e bancário. O FTSE-100, de Londres, caiu 1,17%, aos 5.079 pontos; o DAX, de Frankfurt, recuou 1,70%, aos 5.605 pontos; e o CAC-40, de Paris, perdeu 1,66%, para 3.758 pontos. No mesmo sentido, as bolsas de Madri, Milão e Lisboa declinaram 1,33%, 1,23% e 0,24%, respectivamente.

Por sua vez, o índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires, encerrou o pregão em queda de 0,87%, aos 2.005 pontos;

Ainda no âmbito econômico, o Conselho Monetário Nacional (CMN) manteve a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) em 6% ao ano. O período de vigência da taxa é um trimestre.

Na esfera corporativa, a Embraer anunciou que planeja realizar oferta de títulos de dívida com vencimento em 2020 no mercado de capitais global. A transação será feita por meio de sua subsidiária integral Embraer Overseas.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros fecharam dentro da estabilidade. O Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, apontou taxa anual de 10,13%. No câmbio, a moeda norte-americana fechou em alta, vendida a R$ 1,80.

Nas commodities, o barril do petróleo encerrou o dia em queda. As cotações caíram mais de 4%, refletindo os dados ruins do setor imobiliário norte-americano. O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em novembro, caiu 4,4%, cotado a US$ 65,91 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). Já o barril do tipo Brent, com vencimento em novembro, terminou com recuo de 4,9%, negociado a US$ 64,67 no ICE Exchange de Londres.

(Redação - Agência IN)