Dólar sobe 0,89%, acompanhando cenário internacional

SÃO PAULO, 24 de setembro de 2009 - O excesso de caixa no mundo à procura de melhores retornos - em meio à manutenção da política de juros baixos no exterior e ainda elevados no Brasil - traçam uma conjuntura favorável às aplicações em ativos domésticos. E essa percepção de que mais dinheiro virá ao País ganhou ainda mais espaço com o terceiro selo de "investment grade" concedido nesta semana pela Moody's.

Um bom exemplo é o fundo soberano da China, que já declarou estar interessado em comprar títulos da dívida interna brasileira, após elevação do rating pela Moody's. "Este fluxo novo, somado ao que já está ingressando no País leva à crer que o piso de R$ 1,80 deve ficar para trás ", avalia um operador.

O upgrade chegou no momento em que o investidor estrangeiro está mais inclinado ao risco e os indicadores mostram recuperação surpreendente da economia brasileira. Segundo Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK corretora, os indicadores devem sustentar a percepção de retomada mais forte da atividade nos próximos meses. "Assim, se não houver mudanças significativas no cenário externo, especialmente no que se refere a essas perspectivas de consumo e de liquidez financeira, aumentam as chances de que um cenário mais otimista, impensável até agora, se concretize", finaliza.

Números do Banco Central (BC) mostraram que o balanço de pagamento brasileiro ficou superavitário em US$ 8,1 bilhões em agosto. Os ingressos de investidores estrangeiros somaram US$ 1,907 bilhão. Nos oito primeiros meses do ano, houve ingressos de US$ 15,878 bilhões.

No fim do dia, o dólar subiu 0,89%, vendido a R$ 1,805, acompanhando as movimentações dos mercados internacionais.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)