Procon-SP constata queda de 0,96% nos preços

SÃO PAULO, 11 de agosto de 2009 - O valor da cesta básica de julho apresentou queda de 0,96%, revela pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, em convênio com o Dieese. O preço médio da cesta, em 30 de junho, era de R$ 288,48, e passou para R$ 285,71, em 31 de julho.

Dos 31 produtos pesquisados, 17 apresentaram alta e 14 diminuíram de preço. O grupo Limpeza foi o que apresentou a maior queda, com 2,83%. O grupo Alimentação também apresentou variação negativa, 0,87%, e o Higiene Pessoal teve alta de 0,60%.

Entre os produtos que compõem o grupo Alimentação, destacamos os que registraram as maiores quedas de preço neste mês: batata - kg (-19,15%); ovos brancos - dz (-6,09%); óleo de soja - 900 ml (-4,85%) e biscoito de maizena - pac. 200 g (-3,33%). Destacamos também o segundo produto que mais pressionou a queda no período, considerando seu peso na cesta: carne de segunda sem osso - Kg (-2,58%).

As principais altas de preço, que, de certa forma, amenizaram a queda no valor médio da cesta básica deste mês foram: alho - kg (15,13%) e farinha de mandioca torrada - pac. 500 g (7,09%).

A variação no ano é de -0,73% (base 26/12/2008) e, nos últimos 12 meses, de -5,21% (base 31/07/2008). O último recorde da cesta básica desde o Plano Real foi de R$ 305,30, em 23/07/2008.

É importante salientar que os aumentos ou quedas de preço dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a algum desequilíbrio entre oferta e demanda, motivado por razões internas (quebras de safra, política de preços mínimos aos produtores, conjuntura econômica do país, etc.) ou por razões externas (mudanças no cenário internacional, restrições políticas ou sanitárias às importações brasileiras, etc.). As alterações de preços, especialmente as de pequena magnitude, podem refletir tão somente procedimentos adotados por determinados supermercados da amostra, seja para estimular a concorrência, para se destacar em algum segmento, ou simplesmente para "desovar" estoques através do rebaixamento temporário dos preços.

(MLC - Agência IN)