Investidores fazem ajustes e Ibovespa cai

SÃO PAULO, 11 de agosto de 2009 - Após registrar a maior pontuação do ano (56.830 pontos) no pregão de ontem, o dia parece ser de ajustes pontuais, mediante a divulgação dos cerca de 15 balanços corporativos previstos para hoje. Em meio ao cenário, os investidores aproveitam para realizar lucros. Há pouco, o Ibovespa recuava 2,05%, aos 55.664 pontos. O giro financeiro estava em R$ 2,59 bilhões.

A baixa da bolsa brasileira também acompanha o movimento negativo dos índices norte-americanos, observado desde o início da sessão, no dia em que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) inicia sua reunião de política monetária, com a duração de dois dias. Por lá, hoje os agentes acompanharam os dados sobre a produtividade do trabalhador no país, que apresentou alta de 6,4% no segundo trimestre deste ano. O índice veio melhor que o esperado pelo mercado, entretanto, não foi suficiente para levar ânimo aos negócios.

Foi divulgado ainda, que os estoques no atacado dos Estados Unidos tiveram queda de 1,7% em junho deste ano. O resultado também veio acima do projetado.

Por aqui, hoje o Itaú Unibanco Holding (ITUB3, ITUB4) anunciou lucro líquido de R$ 2,571 bilhões (R$ 0,63 por ação) no segundo trimestre deste ano, com crescimento de 27,6% quando comparado com os três meses anteriores. No entanto, no acumulado do ano, o lucro líquido ficou em R$ 4,586 bilhões (R$ 1,12 por ação), o que significa redução de 17,8% em relação aos mesmos meses de 2008. Há pouco, as ações preferenciais da instituição financeira lideravam o ranking de quedas do Ibovespa, com recuo de 4,54%, a R$ 34,44.

No mesmo sentido, a América Latina Logística (ALL) informou ter lucrado R$ 60,1 milhões no segundo trimestre deste ano, com queda de 34,4% em relação ao mesmo período de 2008. No primeiro semestre, o recuo é de 59%, para R$ 37,5 milhões. Os papéis da companhia também figuram entre as mais desvalorizadas do dia, com queda de 3,38%, a R$ 13,13.

Já o lucro da Hypermarcas (HYPE3) disparou 214,9% no segundo trimestre deste ano, para R$ 132,3 milhões (R$ 0,67 por ação). Há pouco, as ações da companhia avançavam 2,12%, a R$ 30,33.

(Carina Urbanin - Agência IN)