Sem indicadores, negócios permanecem fracos

SÃO PAULO, 10 de agosto de 2009 - Os negócios tiveram um dia morno. Sem indicadores relevantes os mercados andaram de lado, como definem os economistas.

Aqui no Brasil, o Ibovespa marcou expansão de 0,89%, aos 56.830 pontos. "O que vemos é investidores cada vez com menos apetite para venda, mesmo com alguns movimentos pontuais de realização de lucros. Em meio a dados econômicos positivos, os agentes estão receosos de vender suas posições e ficar de fora de uma nova escalada da bolsa", afirma Daniel Almeida, economista da Futura Investimentos.

Nos Estados Unidos, depois de quatro semanas seguidas de ganhos, os índices fecharam em terreno negativo, com os investidores aproveitando para realizar lucro. O Nasdaq caiu 0,4% para 1.992,24 pontos e o Dow Jones baixou 0,34% para 9.337,95 pontos. O S&P500 perdeu 0,33% para 1.007,11 pontos. Assim como na Europa, as produtoras de matérias-primas foram as que mais pressionaram Wall Street.

Na Europa, as bolsas iniciaram a semana sem tendência definida, repercutindo a desvalorização das ações das empresas de mineração e do setor bancário. O FTSE-100, de Londres, subiu 0,68%,o DAX, de Frankfurt, recuou 0,75%, e o CAC-40, de Paris, perdeu 0,47%.

Na Argentina, o índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires, encerrou o pregão em baixa de 0,48%, aos 1.792 pontos.

No câmbio, o dólar subiu com força, influenciado pela menor disposição ao risco e aos movimentos de realização de lucro nas bolsas de Nova York. No fim do dia, a moeda norte-americana avançou 1,54%, para R$ 1,85 na venda. O euro turismo fechou a sessão em queda de 0,13%, negociado a R$ 2,7973 para a venda. E o peso argentina terminou o dia contado a R$ 0,4826.

Nas commodities, os preços do petróleo terminaram a sessão em queda. O movimento foi influenciado pela valorização do dólar frente ao euro. O preço do barril tipo WTI, com vencimento em setembro, registrou contração de 0,5%, cotado a US$ 70,61 na Bolsa de Mercadorias de Nova York.

(Redação - Agência IN)