BMFBovespa deve ter lucro 17,8% maior no 2º trimestre

REUTERS

SÃO PAULO - A BM&FBovespa, quarta maior bolsa do mundo em valor de mercado, deve divulgar na terça-feira um aumento no lucro do segundo trimestre graças à expansão dos volumes negociados de derivativos e ações, segundo pesquisa da Reuters.

O lucro líquido deve subir para R$ 290,1 milhões, conforme a média de sete estimativas de analistas. A empresa reportou um ano atrás lucro líquido de R$ 246,3 milhões referente ao segundo trimestre.

A recuperação dos mercados de capitais do Brasil - com a volta das ofertas de ações desde o final de junho e o grande apetite por contratos futuros de juros e de câmbio - está ajudando a ampliar a receita da BM&FBovespa.

O presidente da empresa, Edemir Pinto, disse em entrevista em maio que espera que os volumes negociados na bolsa subam para um nível recorde em 2009.

Em relatório, a corretora Itaú disse que a receita da BM&FBovespa provavelmente continuará a refletir a recuperação dos mercados de ações e derivativos.

As ofertas de ações no Brasil, que encolheram em 2008 após um recorde em 2007, voltaram recentemente. Desde o final de junho, essas operações movimentaram perto de R$ 18,3 bilhões, incluindo a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da VisaNet, a maior da história no Brasil.

O contínuo ingresso de recursos estrangeiros também ajudou o Ibovespa, principal índice de ações do país, a avançar de maneira significativa nos últimos meses.

Em julho, houve entrada líquida de R$ 2,2 bilhões de capital externo na bolsa. Desde o começo de 2009, a entrada líquida chega a R$ 12,3 bilhões.

Os volumes de negócios de juros e de câmbio no mercado futuro também ganharam fôlego na BM&FBovespa quando a bolsa começou a oferecer uma plataforma para negócios algorítmicos, sistema que permite a execução automática de ordens com estratégias estabelecidas de antemão.

A iniciativa da companhia de cortar 600 funcionários desde setembro de 2008 para reduzir custos também ajudará a elevar o lucro, disseram analistas.