Curva mantém queda nas projeções dos DIs de longo prazo

SÃO PAULO, 27 de julho de 2009 - A curva de juros futuro apontou estabilidade no curto prazo e queda no longo prazo em um dia de volume reduzido de negócios. Na BM&FBovespa o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) mais negociado foi janeiro de 2011 com 73,7 mil transações efetuadas e giro de R$ 6,4 bilhões. A taxa deste papel caiu de 9,81% para 9,77% ao ano.

Pela manhã os agentes financeiros monitoraram os dados do boletim Focus que apesar do Índice de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA) de julho ter surpreendido para baixo, a projeção para o IPCA de 2009 ficou estável em 4,53% (ligeiramente acima da meta). Por outro lado, o boletim revelou que projeções para o IGP-DI, IGP-M continuam em queda.

Os agentes acompanharam também o resultado da inflação no município de São Paulo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que cresceu de 0,23% na segunda quadrissemana de julho para 0,27% na terceira leitura do mês. O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas que iam de 0,21% a 0,31%, com mediana de 0,28%.

Para profissionais de renda fixa o volume de negócios deve continuar reduzido até a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) prevista para quinta-feira. Para analistas o corte de 0,50 ponto percentual promovido na taxa Selic na semana passada foi o último do ciclo de distensão monetária. A grande dúvida que divide o mercado agora é estimar quando a Selic terá sua primeira alta, após fase de estabilidade. Atualmente, a taxa Selic está em 8,75% ao ano.

No front externo, as atenções estão voltadas para os leilões de títulos da dívida do Tesouro americano. Serão mais de US$ 200 bilhões no decorrer da semana que vão servir para testar o interesse dos investidores em financiar a economia americana.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)