Acordo entre Fiat e Chrysler próximo

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - A Comissão Europeia deu sinal verde nesta sexta-feira à montadora italiana Fiat para assumir o controle da americana Chrysler, ao considerar que a operação não prejudicará a concorrência no mercado. Com a decisão, a comissão abre caminho ao acordo formalizado em junho entre as duas empresas, que permitirá salvar a Chrysler da quebra e dará espaço para a marca italiana entrar no mercado americano.

Ficou acordado que a Fiat ficará, inicialmente, com 20% de participação na Chrysler parcela que pode chegar a 35%, se certas metas forem atingidas pela empresa. A Fiat poderá ainda assumir outros 16% até 2016 se os empréstimos feitos pelo governo à Chrysler forem todos pagos, de forma alcançar uma participação de 51%. A parcela da Fiat na Chrysler não poderá exceder 49% até que todo o débito da montadora americana com o governo seja quitado.

O novo grupo comprará os ativos rentáveis da velha Chrysler que, no entanto, ficará com a dívida e algumas obrigações com credores, fazendo com que o grupo entre no mercado mais saudável e com novo financiamento.

A análise dos serviços de concorrência do bloco concluiu que as interseções entre as duas companhias são muito limitadas, e por isso a fusão não mudará significativamente a estrutura competitiva dos mercados de fabricação e fornecimento de veículos de passageiros .

Oposição entre Tesouro e Fed

O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, e o presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, apresentaram nesta sexta-feira ao Congresso opiniões opostas sobre a criação de uma autoridade federal de proteção dos clientes de bancos.

O Tesouro apresentou ao Congresso em junho, um projeto de lei que visa criar uma agência federal voltada para a proteção dos consumidores.

Segundo Bernanke, o teor das regras de proteção aos consumidores e o poder de aplicá-las são complementares ao trabalho de supervisão que cabe, atualmente, ao banco central americano.

O presidente do Federal Reserve propôs ao Congresso que a proteção dos consumidores figure entre as missões estatutárias do Fed, ao lado do pleno emprego e da estabilidade dos preços.