Índice industrial e auxílio-desemprego recuam nos EUA

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WASHINGTON - O número de americanos entrando com novos pedidos de auxílio-desemprego recuou na semana passada, declínio visto como distorcido por alívio no setor automotivo, enquanto um índice regional da indústria caiu em junho, mostraram relatórios nesta quinta-feira.

Ao mesmo tempo, as execuções de hipotecas nos Estados Unidos subiram para o maior nível do primeiro semestre de 2009, minguando os esforços da Casa Branca para melhorar a onda de enfraquecimento de empréstimos.

Os relatórios divulgados nesta sessão corroboraram a fragilidade da economia dos Estados Unidos, em um momento em que muitos analistas veem o país equilibrado para superar a profunda recessão que se iniciou em dezembro de 2007.

O Federal Reserve de Filadélfia informou que seu índice de atividade manufatureira na região do Meio-Atlântico se contraiu para menos 7,5 em julho, ante a leitura de menos 2,2 que surpreendeu por ser mais forte que o esperado. Analistas previam um declínio um pouco menor neste mês.

- O número continua em linha com a previsão do Fed, que vimos nas atas do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) na véspera, de que a economia não está tão ruim como parecia no início deste ano e que podemos estar próximos do fim da recessão - disse Gary Thayer, economista-sênior da Wells Fargo Advisors.

Leitura abaixo de zero indica contração no setor manufatureiro da região, que cobre Pensilvânia, Nova Jersey e Delaware.

Mais cedo, o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 47 mil para o patamar ajustado sazonalmente de 522 mil na semana encerrada em 11 de julho.

O número veio bem abaixo do esperado e no menor nível desde janeiro. Além disso, os dados foram distorcidos por um padrão não habitual de cortes de emprego no setor automotivo. Uma autoridade do Departamento de Trabalho afirmou que houve muito menos demissões sazonais que o antecipado no início de julho no setor automotivo e em outras partes, no manufatureiro.

- A grande queda não é necessariamente um reflexo de o que está acontecendo com a economia - disse a autoridade. De fato, muitos dos empregos no setor automotivo tradicionalmente perdidos por algumas semanas para a reorganização de algumas fábricas no verão (no Hemisfério Norte) já foram cortados por demissões permanentes, enquanto o setor reduz a produção para lidar com a demanda extremamente fraca.

Recentemente, o Fed de Chicago informou que seu índice de produção do setor automotivo no Meio-Oeste ficou no menor nível em 18 anos. Os pedidos contínuos de auxílio-desemprego, que abrangem pessoas que continuam recebendo o benefício após a semana inicial, caíram em 642 mil para 6,2 milhões, maior declínio semanal já registrado.

Outro relatório divulgado nesta sessão mostrou que o fluxo líquido de capital nos EUA ficou negativo em US$ 66,6 bilhões em maio, segundo dados do Tesouro.