Brasil ganha 119 mil empregos no 5º mês seguido de avanço

Portal Terra

DA REDAÇÃO - A economia brasileira abriu 119.495 postos de trabalho com carteira assinada em junho, no quinto mês seguido de aumento de vagas, mostraram dados do Ministério do Trabalho divulgados nesta quinta-feira. Foram admitidos 1,35 milhão e demitidos 1,23 milhão de trabalhadores formais no mês.

De acordo com o Cadastro Geral de Emprego (Caged), no primeiro semestre o saldo líquido ficou em 299.506 vagas criadas. Em 12 meses, o número de vagas abertas acima das demissões foi de 390.322. No entanto, a geração de empregos formais no País em junho ficou abaixo do registrado em maio (131.557 vagas), mas acima do resultado de abril (106.205).

De acordo com o governo, quase todos os setores de atividade econômica apresentaram saldo positivo, com destaque para Agricultura (57.169 postos de trabalho), Serviços (22.877), a Construção Civil (18.321) e o Comércio (17.522). Por sua vez, o Extrativo Mineral teve saldo de 26 postos de trabalho fechados.

"Posso afirmar que todos os indicativos avaliados apontam para o crescimento de todos os setores no segundo semestre, quando teremos uma retomada mais intensa do número de contratações. E, assim, alcançaremos mais de um milhão de novos postos de trabalho até o fim deste ano", afirmou o ministro Carlos Lupi.

Os Estados que mais geraram empregos foram Minas Gerais (45.596), São Paulo (27.602), Pernambuco (9.790), Goiás (7.348) e Bahia (6.119). As maiores perdas ocorreram no Espírito Santo (-6.651), Distrito Federal (-3.551) e Rio Grande do Sul (-1.394).

Panorama

Enquanto o Brasil ainda consegue manter o saldo positivo no emprego, grandes economias mundiais apresentam fechamento de vagas. Nos Estados Unidos, os empregadores eliminaram 467 mil postos de trabalho em junho.

Na zona do euro, 273 mil pessoas perderam seus empregos em maio. Nos últimos 12 meses, a Espanha registrou corte de 1.174.465 de vagas de trabalho, o que fez o desemprego subir 49%.

"Entre todos os países do G-20, o Brasil é o único com saldo positivo de empregos. O poder de compra, alavancado com o bom crescimento do salário médio dos brasileiros ao longo dos últimos anos, é que está promovendo a continuação da produção, que movimenta a economia", destacou Lupi.

Renda

Os salários também aumentaram levemente nos últimos meses, apesar do declínio econômico. Uma pesquisa do Ministério do Trabalho mostrou que o salário médio dos novos postos subiu 0,57% no primeiro semestre, para R$ 745,80 por mês. O salário mínimo do País está atualmente em R$ 465.

A maior parte dos trabalhadores brasileiros não é registrada e integra a ampla economia informal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem como uma de suas prioridades o aumento do número de empregos com carteira assinada.

Atualizada às 12h49