Nossa posição é de tranquilidade, diz Gabrielli

SÃO PAULO, 15 de julho de 2009 - O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, enviou na noite de ontem uma carta aos funcionários da companhia informando sobre a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, na tarde de terça-feira. Na carta, Gabrielli afirma que a posição da companhia diante da investigação é de "muita tranquilidade", e reitera: "fiz questão de externar nossa disposição de máxima colaboração com as investigações."

Segundo Gabrielli, ele e todos os diretores estão no aguardo do agendamento das oitivas para prestar todos os esclarecimentos pertinentes sobre os pontos da CPI.

No documento, o presidente da estatal ainda abordou os pontos que levaram à instalação da CPI. Dentre eles, os indícios de fraudes nas licitações para a reforma de plataformas de exploração de petróleo, apontados pela operação "Águas Profundas" da Polícia Federal (PF).

"Vamos demonstrar a correção das medidas adotadas pela Petrobras diante das denúncias, sua colaboração com a PF e com o Ministério Público Federal (MPF) para a apresentação da denúncia criminal contra os envolvidos e a adoção das medidas internas que resultaram em medidas disciplinares, entre elas, a demissão por justa causa de três empregados", afirmou Gabrielli.

Ele também comentou o suposto beneficiamento político de prefeituras e ONGs. " vamos mostrar que o processo de seleção de projetos para patrocínio e convênios possui critérios objetivos e impessoais e visam o fortalecimento institucional da marca da Petrobras e da sua reputação perante os seus diversos públicos, conforme já atestado pelo TCU em fiscalização anterior sobre o mesmo tema."

O Executivo encerrou dizendo que este é um momento delicado para a Companhia. "Talvez, a sua maior crise. Mas a Petrobras é maior que a crise.", ressaltou.

(Redação - Agência IN)