DIs consolidam corte de 0,50 ponto na Selic

SÃO PAULO, 15 de julho de 2009 - A curva a termo de juros futuros seguiu devolvendo os prêmios de risco nos vencimentos de curto prazo na BM&FBovespa, influenciada pelas perspectivas de que o juro vai continuar caindo. Ainda ecoou pelas mesas de renda fixa às palavras do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, de que a curva embute prêmios de risco em relação às projeções de inflação do BC, que talvez não sejam adequados à situação do País. As declarações parecem ter reforçado o consenso de corte de 0,50 ponto percentual na Selic na próxima semana.

Para a corretora Gradual, as expectativas chaves, quando se pensa a evolução da política monetária, estão bem ancoradas e conspiram para a queda da taxa de juros básica da economia. "A expectativa da inflação oficial, medida pelo IPCA, está comportada e continua abaixo do centro da meta, se observada a mediana das previsões de mercado", destaca em relatório. Além disso, o nível de atividade deteriorou-se muito nos últimos trimestres e isto forçou que as expectativas para o PIB de 2009 declinem na mesma velocidade e hoje espera-se que o produto brasileiro recue algo em torno de -0,34% no acumulado do ano.

Na BM&FBovespa, as projeções de juros futuros fecharam sinalizando queda no curto prazo e alta nos vencimentos mais longos. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 foi o mais negociado nesta quarta-feira com 113,4 mil transações e giro de R$ 9,9 bilhões. A taxa deste papel ficou em 9,78%, contra 9,74% do ajuste anterior. Na outra ponta, o DI de janeiro de 2010 finalizou com taxa anual de 8,70%, ante 8,72% da véspera.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro Nacional realizou a segunda etapa do leilão de Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B), que acontece via transferência de títulos, resgate antecipado de NTN-B.

(Simone e Silva Bernardino - Agência IN)