BC da China pisa no freio com alta na oferta de dinheiro

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PEQUIM - As reservas de moeda da China superaram a marca de 2 trilhões de dólares em junho e os empréstimos bancários atingiram o maior nível já registrado, enquanto o banco central demonstra preocupação de que a inundação de recursos esteja favorecendo o avanço dos preços dos ativos e cultivando as sementes de inflação.

A China não está realizando políticas agressivas de aperto monetário. Analistas descartam uma alta no juro básico do país neste ano, enquanto governo e banco central concordam com a postura política de assegurar uma recuperação sólida na terceira maior economia global.

Mas eles dizem que o banco central chinês está claramente indicando que a fase de redução de juro acabou e que ele quer que os empréstimos bancários, que ajudaram a alimentar um avanço acentuado nos preços de imóveis e ações, cresçam de maneira mais moderada.

- A China alcançou resultados que impressionam na revitalização das atividades econômicas - afirmou Gao Shanwen, economista-chefe na Essence Securities - O tom básico de uma política apropriada de alívio monetário não tende a mudar, mas haverá ajuste fino.

RESERVAS ELEVADAS

O banco central divulgou que suas reservas internacionais dispararam em 177,9 bilhões de dólares no segundo trimestre para 2,13 trilhões de dólares.

A China é o único país que detém mais de 2 trilhões de dólares em reservas internacionais. O total acumulado pelo país é duas vezes maior que o do Japão, que possui a segunda maior reserva global, ainda que sua economia seja menor.

Enquanto o banco central da China compra a maioria dos dólares que ingressam no país, para evitar que a moeda local se valorize, ele emite iuans em resposta. Isso dá aos bancos recursos adicionais para emprestar também dinheiro criado internamente.