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Clima externo desfavorável pressiona dólar

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SÃO PAULO, 10 de julho de 2009 - O clima no retorno do feriado na capital paulista não é nada bom. As bolsas internacionais, um importante balizador para os negócios, operam em território negativo, o que acaba pressionando os outros ativos ao redor do mundo.

Internamente, os compradores pressionavam o dólar para cima. Há pouco, a moeda norte-americana era negociada a R$ 2,013 na venda, acréscimo de 1%. Analistas ressaltam que o ambiente externo continua marcado pela aversão ao risco, que resulta em perda de valor para ações e commodities e aumento no preço do dólar e dos títulos americanos.

Na agenda doméstica, foi informado que o índice de emprego na indústria brasileira teve queda de 0,5% em maio deste ano, na comparação com abril, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Este é o oitavo recuo consecutivo do índice. Na comparação com maio do ano passado, a queda é de 6%, a sexta retração consecutiva e a menor taxa da série desde 2001.

Na cena externa, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou que a balança comercial registrou déficit de US$ 26 bilhões em maio de 2009. No mês anterior, o déficit foi de US$ 28,8 bilhões (dado revisado). Os dados vieram abaixo do que o mercado esperava, que era um resultado negativo de US$ 30 bilhões.

Já o índice de preço das importações norte-americanas subiu 3,2% em junho de 2009, ante o mês anterior (maio), segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. Esta é a quarta alta consecutiva do indicador.

Os consumidores norte-americanos estão menos confiantes em julho de 2009. O índice que avalia a confiança dos consumidores, medido pela Universidade de Michigan, versão preliminar, ficou 64,6 pontos. O número veio abaixo do projetado pelo mercado que era 70 pontos. Em junho, o índice ficou em 70,8 pontos.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)