Lula critica novamente formato do G8 e defende expansão do grupo

Agência ANSA

ROMA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender hoje uma expansão do G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) para envolver os países emergentes, já que o formato atual "não é mais representativo". - O G8 existe há muito tempo e não sou eu quem tem que dizer como deve funcionar - disse o presidente, em Roma. No entanto, ele criticou os países ricos pela situação econômica mundial.

Segundo o presidente, que foi convidado para participar dos trabalhos da 35ª Cúpula do Grupo dos Oito, aberta hoje, é preciso envolver "todos os outros países".

Os países em desenvolvimento "não são a causa da crise econômica, mas são vítimas dela", continuou Lula. Além do Brasil, outros emergentes como África do Sul, Egito, México e Índia foram convidados a participar para as discussões que ocorrem até sexta-feira em L'Aquila.

Anteriormente, Lula já havia dito que o "G8 não tem mais razão de ser" e havia proposto sua substituição pelo G20 (que reúne os países ricos e os principais emergentes). A proposta, contudo, não agrada alguns membros do G8, como o premier italiano, Silvio Berlusconi.

Para o primeiro-ministro, os dois grupos têm funções diferentes e um não deve substituir o outro. Apesar disso, Berlusconi aprova a criação permanente do G14, que seria o G8 mais Brasil, África do Sul, China, Índia, Egito e México.

Durante a cúpula de L'Aquila, está previsto um encontro dos membros do G14, que pela primeira vez assinarão a declaração final do encontro, segundo informou o representante italiano para o G8, Giampiero Massolo.