Utilização da capacidade instalada cresce em maio

SÃO PAULO, 7 de julho de 2009 - A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) na indústria de transformação brasileira cresceu em maio pelo quarto mês seguido, na comparação com o período imediatamente anterior. O índice passou de 79,4% em abril para 79,8% em maio, no indicador já livre das influências sazonais, de acordo com os números da pesquisa Indicadores Industriais, divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

Os setores que mostraram a menor ociosidade no parque industrial em maio foram os de outros equipamentos de transportes (90,8%), refino e álcool (89,6%), papel e celulose (88,1%) e couros e calçados (87,5%). No entanto, mesmo com o aumento da utilização da capacidade na maioria dos setores pesquisados, a UCI ainda está 3,3 pontos percentuais abaixo do nível verificado no mesmo mês do ano passado, de 83,1%.

De acordo com a pesquisa, ainda não há um cenário consolidado de recuperação da atividade industrial. Houve crescimento de dois índices (além da UCI, o faturamento real também subiu), ao passo que horas trabalhadas e emprego seguiram em trajetória de queda no mesmo período.

O faturamento cresceu 1,1% em maio, em relação ao mês anterior, após descontar a influência sazonal. Esse indicador aumentou em três dos cinco primeiros meses de 2009, o que não sustenta um movimento de recuperação. Entretanto, o faturamento de maio ainda é 7,7% inferior ao registrado em igual período de de 2008.

O indicador dessazonalizado de horas trabalhadas recuou 0,5% em maio,em comparação com abril. Segundo a CNI, após a forte queda das horas trabalhadas nos meses de novembro e dezembro de 2008, ainda não foi delineada uma trajetória de recuperação desse indicador.

O emprego dessazonalizado recuou 0,3% em maio, na comparação com o mês anterior, acumulando a sétima queda seguida desse indicador. O comportamento do emprego aponta que o ajuste do mercado de trabalho na indústria ainda está em curso. Comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, o ritmo de queda do emprego se intensificou para 4,1% em maio - a maior retração, nessa base de comparação, desde o início da série, em janeiro de 2003.

Por fim, a pesquisa revela que a deterioração do mercado de trabalho continua trazendo impactos negativos à massa salarial, que recuou 4,7% em maio, frente ao mesmo mês de 2008.

(Redação - Agência IN)