Fabricante de autopeças Lear pede concordata nos EUA e Canadá

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REUTERS - A fabricante de autopeças norte-americana Lear entrou com pedido de proteção judicial contra falência nesta terça-feira, um dia após ter divulgado planos de reestruturar dívida de 3,6 bilhões de dólares por meio de um acordo com credores.

A Lear, que tem sido pressionada por pesadas dívidas e um acentuado declínio na demanda por automóveis, informou que a reorganização recebeu apoio da maioria dos credores e que espera apresentar as propostas à corte de falências nos próximos dias.

Sob o plano anunciado na segunda-feira, a companhia converterá 3,6 bilhões de dólares de dívidas em uma combinação de novas dívidas, ações conversíveis e títulos garantidos.

A empresa afirmou que o pedido de concordata -- o maior de uma série de colapsos de fabricantes de autopeças -- foi apoiado por cerca de 68 por cento dos principais credores e por mais de 50% dos detentores de bônus.

O grupo alertou em março que poderia ter que pedir proteção judicial contra falência, conforme os próprios clientes lutavam contra o colapso.

A companhia sofreu com os cortes acentuados na produção da General Motors e da Ford Motor.

As fabricantes de autopeças também foram prejudicadas após a Chrysler ter desativado quase toda a sua produção como parte do processo de reorganização.

Subsidiárias da Lear fora dos Estados Unidos e do Canadá não fazem parte da concordata. No Brasil, a companhia opera na Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.