Mantega diz que País deve gerar até 700 mil empregos em 2009

Agência Brasil

SÃO PAULO - O Brasil deverá gerar entre 500 mil e 700 mil empregos até o final do ano. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o País vai continuar gerando emprego, mas não tanto quanto no ano passado.

- Será menor, mais modesto, em torno de 500 mil a 700 mil empregos este ano - disse Mantega, após participar, nesta segunda-feira, da cerimônia de posse do novo presidente da Nossa Caixa, Demian Fiocca, em São Paulo.

O ministro também reafirmou que a meta de superávit primário para este ano é de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). O superávit primário é a economia de recursos para o pagamento dos juros da dívida pública.

- Em nenhum momento pensei em reduzir mais o (superávit) primário neste ano. Alguns andaram falando em superávit primário zero. Isso não é verdade, não está correto - disse Mantega. De acordo com o ministro, o governo reduziu anteriormente a meta de superávit (de 3,8% para 2,5%) para poder realizar medidas de contenção da crise financeira.

Mantega informou ainda que haverá cortes de despesas para compensar a perda de arrecadação decorrente do nível de atividade econômica.

- Nós continuaremos reduzindo os gastos de custeio, sem mexer nos programas prioritários do governo - afirmou.

O ministro ressaltou que os cortes de gastos não devem envolver os reajustes previstos para os servidores públicos, embora os ministérios devam ser afetados.

- É o ministro Paulo Bernardo (do Planejamento, Orçamento e Gestão), que cuida disso. Mas, pelo que eu sei, está mantido o reajuste que seria dado em julho - disse.