China joga iuane no mercado mundial

JB Online

DA REDAÇÃO - O Banco da China (BOC, banco central chinês) realizou segunda-feira a primeira transação internacional em iuanes, informou a entidade financeira em comunicado publicado em seu site oficial. Este foi mais um passo nos esforços do governo de Pequim para que sua moeda se converta em uma divisa de valor internacional.

A transação consistiu em um pagamento com iuanes a partir de uma companhia de Hong Kong, a seu sócio Xangai Electric International Economic and Trading Co, desde uma filial hongkonesa do BOC para outra metrópole de Xangai. Embora Hong Kong seja território sob jurisdição chinesa, mantém o dólar hongkonês como moeda e uma política econômica independente. Por isso, as operações com iuanes na ex-colônia britânica até agora não eram possíveis.

O BOC celebrou uma cerimônia em Xangai para comemorar o fato, que representa mais um passo nos planos da China para internacionalizar a moeda e permitir seu uso transnacional. Por enquanto, a iniciativa visa a envolver negócios com vizinhos como Coreia do Sul ou outros do Sudeste da Ásia. Já há negociações, no entanto, para procedimentos semelhantes com bancos dos Estados Unidos e da Europa.

Por enquanto, como experiência, vão ser permitidas transações como a de segunda-feira entre filiais do BOC em Hong Kong e seus pares de cinco cidades chinesas.

Depois de Pequim ter anunciado no fim de semana que começaria a usar o iuane experimentalmente, em transação comerciais internacionais, o Banco da China divulgou entendimentos co o banco HSBC de Hong Kong e com outras 11 entidades financeiras da cidade, de Macau e do Sudeste asiático para que o comércio intraregional se realize em iuanes.

Puxada comercial

O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, concluiu segunda-feira que o crescimento da China poderá sustentar a demanda por commodities (produtos primários com cotação internacional) porque aquele país está fazendo investimentos em infraestrutura e na criação de emprego doméstico.

Além disso, segundo Meirelles, a demanda por alimentos e óleo para biodiesel impulsiona o comércio global de soja. E o aumento da renda per capita em países populosos e de rápido crescimento impulsiona o comércio global de carnes.