Comércio: Brasil e China trabalham em acordo de moedas locais

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - Brasil e China concordaram a princípio em estabelecer um sistema monetário que permita exportadores e importadores fecharem negócios em suas moedas locais, deixando o dólar de lado, disse domingo uma porta-voz do Banco Central.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o diretor do banco central chinês, Zhou Xiaochuan, discutiram o acordo bilateral durante reunião do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês).

Houve um acordo a princípio disse a porta-voz. Eles vão começar a estudar isso.

Não estavam disponíveis detalhes sobre o tamanho ou o prazo para a finalização do acordo.

Recessão nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estaria aberto a um segundo pacote de estímulo econômico se preciso, mas no momento não parece que mais recursos são necessários, afirmou domingo um assessor sênior da Casa Branca.

Nós ainda não quebramos a coluna da recessão afirmou o conselheiro sênior David Axelrod ao programa Meet the Press (encontre a imprensa) da televisão NBC. Nós teremos que atravessar tempos muito difíceis aqui.

O presidente Obama avançou rapidamente com um controverso pacote emergencial de estímulo econômico de US$ 787 bilhões após tomar posse em janeiro, e a Casa Branca disse na ocasião que isso impediria o desemprego de atingir taxas de dois dígitos.

No entanto, a economia enfraqueceu mais do que o estimado e a Casa Branca alertou na semana passada que o desemprego pode chegar a 10% nos próximos meses, uma alta frente aos 9,4% registrados em maio.

Axelrod admitiu que o emprego está mal, mas disse que estaria pior ainda se não fosse o pacote, e acrescentou que, no momento, mais recursos não parecem necessários.

Vamos ver no outono (Hemisfério Norte) onde estamos, mas agora acreditamos que o que fizemos é adequado. Se mais for necessário, teremos essas discussão afirmou, ao ser questionado se seria necessário um segundo pacote.

Em meio à crise econômica global, a inadimplência nos cartões de crédito atingiu níveis recordes nos Estados Unidos. Os americanos devem às operadoras de cartões US$ 931 bilhões, segundo a Credit.com, empresa de avaliação de crédito no país.