Opções gastronômicas mais apropriadas para o clima frio

Raphael Zarko, Gabriel Costa , Jornal do Brasil

RIO - Na corrida para atrair e esquentar a clientela, restaurantes e cafeterias dão sua contribuição para variar o cardápio carioca. Pesquisa feita com alguns restaurantes japoneses do Rio mostrou frequência de até 30% menos no inverno em relação aos meses de calor.

Como os pratos japoneses são tradicionalmente frios, há uma queda no movimento, mas os meses mais fracos são mesmo maio e junho conta o chef Carlos Ohata, do Boodah Sushi Lounge, em Ipanema. Em julho, por exemplo, em São Paulo, que é mais frio, o movimento cai bastante, mas no Rio não é tão significativo.

O Boodah, junto aos restaurantes Samoa, Nippo Sushi, Keyzen, Madame Butterfly, Benkei Sushi, I Piati e Sushimar, participa de 2 a 12 de julho do festival Japa Quente , que visa a popularizar pratos quentes da culinária nipônica, além dos tradicionais sushi e sashimi.

Quem também precisa se virar para não perder clientes são as sorveterias. Os consumidores da Itália comem 35% mais sabores da linha Gold como torta alemã e brownie do que as tradicionais frutas, favoritas no verão.

Para muitos, uma combinação perfeita para saborear a estação é uma boa pizza e um vinho. O faturamento da pizzaria Stravagante e do produtor de vinhos Dal Pizzol atesta: eles registram, respectivamente, 10% e 20% mais movimento nos seus caixas.

Café e cachaça

Outras opções, mais apropriada para esquentar a língua, são a cachaça e o cafezinho. A Mio Caffé e o Lorenzo Bistrô registram consumo de mais de 20% de suas bebidas de inverno nessa época, enquanto o frequentador do Nó de Corda troca a cerveja gelada pela branquinha : o consumo de cachaça cresce cerca de 30%.