Varejo pede prorrogação do IPI reduzido; Mantega faz mistério

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BRASÍLIA - A menos de 20 dias do fim do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para linha branca, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, recomendou às pessoas "que façam suas compras", evitando dar pistas sobre a possibilidade de o governo estender a desoneração fiscal ao setor varejista.

Ao mesmo tempo, Mantega disse, após almoço com empresários do varejo nesta sexta-feira, que "o setor não teve crescimento negativo em nenhum momento e vai continuar assim se depender de nós (do governo)".

- A colaboração entre nós vai continuar... O setor continuará indo muito bem - afirmou.

Em 17 de abril, o governo anunciou a redução do IPI para quatro produtos da linha branca por três meses, uma das medidas para aliviar os efeitos da crise global sobre o País.

A alíquota do IPI sobre geladeiras caiu de 15% para 5%, do fogão de 5% para zero; da máquina de lavar roupa de 20% para 10%; e do tanquinho de 10% para zero.

A presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Luiza Helena Trajano, presente no almoço com Mantega, disse que os empresários pediram ao ministro a prorrogação do IPI reduzido.

- Mas não sabemos se isso vai acontecer - afirmou Luiza, que também é superintendente do Magazine Luiza.

Ela calcula que se não houver prorrogação do IPI reduzido as vendas dos produtos de linha branca beneficiados pela medida devem cair de 20% a 25%.